terça-feira, 16 de novembro de 2010

Artrópode

Artrópode:

Os Artrópodes (do grego arthros: articulado e podos: pés, patas, apêndices) são animais invertebrados caracterizados por possuírem membros rígidos e articulados e terem vários pares de pernas. Compõem o maior filo de animais existentes, representados pelos gafanhotos (insetos), aranhas (arachnida), caranguejos (crustáceos), centopeias (quilópodes) e embuás (diplópodes), somam mais de um milhão de espécies descritas (apenas mais de 890.000 segundo outros autores). Mais de 4/5 das espécies existentes são Artrópodes que vão desde as formas microscópicas de plâncton com menos de 1/4 de milímetro, até crustáceos com mais de 3 metros de espessura.
Os artrópodes habitam praticamente todo o tipo de ambiente: aquático e terrestre e representam os únicos invertebrados voadores. Existem representantes parasitas e simbióticos. Há registros fósseis de artrópodes desde o período Cambriano.

Anatomia dos artrópodes
Os artrópodes têm (1) apêndices articulados e (2) o corpo segmentado, envolvido num (3) exoesqueleto de quitina (números da imagem acima). Os apêndices estão especializados para a alimentação, para a percepção sensorial, para defesa e para a locomoção. São estas "patas articuladas" que dão o nome ao filo e que o separam dos filos mais próximos, os Onychophora e os Tardigrada.
Eles são animais metamerizados, isto é, têm corpo segmentado, mas sua metameria não é tão evidente como a dos anelídeos; isso porque sua metameria heteronôma: os metâmeros (segmentos) diferenciam-se durante o desenvolvimento, alguns deles fundindo-se para a formação de tagmas que são tipicamente:
Cabeça;
Tórax
Abdómen.
Dentre as diferentes classes de artrópodes há casos em que dois ou mais tagmas se unem formando uma única peça como é o caso de certos grupos de crustáceos em que os tagmas cabeça e tórax se unem formando o cefalotórax e nos quilópodes e diplópodes em que o tórax se une com o abdômen formando o tronco. No subfilo Chelicerata os tagmas denominam-se prossoma (que corresponde ao cefalotórax) e opistossoma (que corresponde ao abdômen)
O primeiro segmento da cabeça é denominado acron e normalmente suporta os olhos, que podem ser simples ou compostos. O último segmento do abdômen é terminado pelo télson. Cada segmento contém, pelo menos primitivamente, um par de apêndices.
Para poderem crescer, os artrópodes têm de se desfazer do exosqueleto "apertado" e formar um novo, num processo designado muda ou ecdise. Por esta razão, eles fazem parte do clado Ecdysozoa, que é um dos maiores grupos do reino animal, incluindo ainda os nematódeos, os Nematomorpha, os Tardigrada, os Onychophora, os Loricifera, os Priapulida e os Cephalorhyncha.
Diferentemente de anelídeos e moluscos,a excreção dos artrópodes é realizada por Túbulos de Malpighi,e não por nefrídeos.
Estes animais respiram por um sistema de traqueias, túbulos que abrem para o exterior através de poros na cutícula chamados espiráculos, e que se estendem por todo o corpo, promovendo a troca de gases. Os artrópodes aquáticos têm brânquias ligadas ao sistema de traqueias.
O sistema circulatório dos artrópodes consiste numa bateria de corações que se dispõem ao longo do corpo e que bombeiam a hemolinfa (o "sangue" destes animais muitas vezes não contém hemoglobina, baseada em ferro, mas sim hemocianina, baseada em cobre), que se encontra banhando os tecidos.
Os artrópodes são protostômios e possuem um celoma reduzido a um espaço à volta dos órgãos da reprodução e da excreção.

Classificação e filogenia dos artrópodes
Um grupo tão numeroso e diversificado, tanto em espécies atuais como extintas, como os artrópodes teria de ser necessariamente difícil de classificar, assim como de definir as suas relações filogenéticas.
Tradicionalmente, considerava-se que os artrópodes teriam tido origem nos anelídeos, por causa da semelhante segmentação do corpo. No entanto, estudos genéticos recentes mostraram que não é assim e que os filos mais próximos dos artrópodes são os Onychophora e os Tardigrada. Além disso, parece aceitável que estes filos e os restantes Ecdysozoa formam um clado monofilético. Os anelídeos, por outro lado, têm características embrionárias em comum com os moluscos e são atualmente classificados no clado Trochozoa (ou Lophotrochozoa, juntamente com os rotíferos e outros animais antes considerados pseudocelomados).
A subdivisão dos artrópodes em grupos que possam igualmente ser considerados clados é também contenciosa. Alguns autores consideram que os Hexapoda e os Myriapoda formam o clado Uniramia, com apêndices não divididos e que seriam um "clado-irmão" dos crustáceos, mas a filogenia destes grupos ainda não está bem estabelecida, pelo que se adotou aqui a classificação em cinco sub-filos, que é a mais aceita.
Como já foi referido, foram encontrados fósseis de artrópodes do período Cambriano, mas há indicações de que formas ainda mais antigas, pertecentes à “Biota Vendiana”, como os "Vendiamorfos" e os "Anomalocaridiídeos" podem ter sido antepassados dos artrópodes atuais.
Referências

Tardigrada

Tardigrada:

Os tardígrados (Tardigrada) popularmente conhecidos como ursos d'água constituem um filo de pequenos animais segmentados, relacionados com os artrópodes. Foram descritos pela primeira vez por J.A.E. Goeze em 1773. O nome Tardigrada significa "que se desloca lentamente" e foi dado por Spallanzani em 1776.
Os tardígrados são animais pequenos. Os maiores adultos medem 1,5 mm de comprimento. Os menores chegam a medir 0,05 mm. As larvas jovens medem ainda menos. Alem disso, o filo tardigrada possui 4 pares de patas não articuladas, com 4 garras cada uma. Eles se alimentam da seiva de plantas, que são retiradas graças a estiletes perfuradores que ficam internamente, logo atras do orificio bucal. Possui sexos distintos, masculino e feminino; a fecundação é interna, e seu desenvolvimento é direto. São muito resistentes, segundo uma experiências de Universidades, Tardigrados foram congelados por 120 anos a uma temperatura de -274 °C e recentemente reanimados com apenas um pouco de água, eles também sobrevivem a temperaturas tão altas como 200 °C, pressão 75 mil atmosferas e radiação 570.000 grays, cerca de 1000 vezes mais que um ser humano, também são capazes de sobreviver no vácuo do espaço por até 10 dias. Vivem por muitos anos, isso porque eles têm a habilidade de se encolher e permanecer praticamente morto, sem exceder qualquer atividade e, quando quiser, "volta à vida".
São fitófagos ou bacteriófagos, mas alguns são predadores, como o Milnesium tardigradum.

Artrópode

Artrópode:

Os Artrópodes (do grego arthros: articulado e podos: pés, patas, apêndices) são animais invertebrados caracterizados por possuírem membros rígidos e articulados e terem vários pares de pernas. Compõem o maior filo de animais existentes, representados pelos gafanhotos (insetos), aranhas (arachnida), caranguejos (crustáceos), centopeias (quilópodes) e embuás (diplópodes), somam mais de um milhão de espécies descritas (apenas mais de 890.000 segundo outros autores). Mais de 4/5 das espécies existentes são Artrópodes que vão desde as formas microscópicas de plâncton com menos de 1/4 de milímetro, até crustáceos com mais de 3 metros de espessura.
Os artrópodes habitam praticamente todo o tipo de ambiente: aquático e terrestre e representam os únicos invertebrados voadores. Existem representantes parasitas e simbióticos. Há registros fósseis de artrópodes desde o período Cambriano.

Anatomia dos artrópodes
Os artrópodes têm (1) apêndices articulados e (2) o corpo segmentado, envolvido num (3) exoesqueleto de quitina (números da imagem acima). Os apêndices estão especializados para a alimentação, para a percepção sensorial, para defesa e para a locomoção. São estas "patas articuladas" que dão o nome ao filo e que o separam dos filos mais próximos, os Onychophora e os Tardigrada.Eles são animais metamerizados, isto é, têm corpo segmentado, mas sua metameria não é tão evidente como a dos anelídeos; isso porque sua metameria heteronôma: os metâmeros (segmentos) diferenciam-se durante o desenvolvimento, alguns deles fundindo-se para a formação de tagmas que são tipicamente:
Cabeça;
Tórax
Abdómen.
Dentre as diferentes classes de artrópodes há casos em que dois ou mais tagmas se unem formando uma única peça como é o caso de certos grupos de crustáceos em que os tagmas cabeça e tórax se unem formando o cefalotórax e nos quilópodes e diplópodes em que o tórax se une com o abdômen formando o tronco. No subfilo Chelicerata os tagmas denominam-se prossoma (que corresponde ao cefalotórax) e opistossoma (que corresponde ao abdômen)
O primeiro segmento da cabeça é denominado acron e normalmente suporta os olhos, que podem ser simples ou compostos. O último segmento do abdômen é terminado pelo télson. Cada segmento contém, pelo menos primitivamente, um par de apêndices.
Para poderem crescer, os artrópodes têm de se desfazer do exosqueleto "apertado" e formar um novo, num processo designado muda ou ecdise. Por esta razão, eles fazem parte do clado Ecdysozoa, que é um dos maiores grupos do reino animal, incluindo ainda os nematódeos, os Nematomorpha, os Tardigrada, os Onychophora, os Loricifera, os Priapulida e os Cephalorhyncha.
Diferentemente de anelídeos e moluscos,a excreção dos artrópodes é realizada por Túbulos de Malpighi,e não por nefrídeos.
Estes animais respiram por um sistema de traqueias, túbulos que abrem para o exterior através de poros na cutícula chamados espiráculos, e que se estendem por todo o corpo, promovendo a troca de gases. Os artrópodes aquáticos têm brânquias ligadas ao sistema de traqueias.
O sistema circulatório dos artrópodes consiste numa bateria de corações que se dispõem ao longo do corpo e que bombeiam a hemolinfa (o "sangue" destes animais muitas vezes não contém hemoglobina, baseada em ferro, mas sim hemocianina, baseada em cobre), que se encontra banhando os tecidos.
Os artrópodes são protostômios e possuem um celoma reduzido a um espaço à volta dos órgãos da reprodução e da excreção.


Classificação e filogenia dos artrópodes
Um grupo tão numeroso e diversificado, tanto em espécies atuais como extintas, como os artrópodes teria de ser necessariamente difícil de classificar, assim como de definir as suas relações filogenéticas.
Tradicionalmente, considerava-se que os artrópodes teriam tido origem nos anelídeos, por causa da semelhante segmentação do corpo. No entanto, estudos genéticos recentes mostraram que não é assim e que os filos mais próximos dos artrópodes são os Onychophora e os Tardigrada. Além disso, parece aceitável que estes filos e os restantes Ecdysozoa formam um clado monofilético. Os anelídeos, por outro lado, têm características embrionárias em comum com os moluscos e são atualmente classificados no clado Trochozoa (ou Lophotrochozoa, juntamente com os rotíferos e outros animais antes considerados pseudocelomados).
A subdivisão dos artrópodes em grupos que possam igualmente ser considerados clados é também contenciosa. Alguns autores consideram que os Hexapoda e os Myriapoda formam o clado Uniramia, com apêndices não divididos e que seriam um "clado-irmão" dos crustáceos, mas a filogenia destes grupos ainda não está bem estabelecida, pelo que se adotou aqui a classificação em cinco sub-filos, que é a mais aceita.
Como já foi referido, foram encontrados fósseis de artrópodes do período Cambriano, mas há indicações de que formas ainda mais antigas, pertecentes à “Biota Vendiana”, como os "Vendiamorfos" e os "Anomalocaridiídeos" podem ter sido antepassados dos artrópodes atuais.

Pentastomida

Pentastomida:
é um grupo de parasitas invertebrados comumente conhecidos como vermes língua, devido à semelhança de algumas espécies com uma língua.
Existem cerca de 100 espécies, todos são parasitas obrigatórios. Os vermes adultos variam entre de 1 cm a 14 cm de comprimento. Eles têm cinco apêndices anteriores. Uma delas é a boca, os outros são dois pares de ganchos que eles usam para anexar ao hospedeiro. Esse acordo levou ao seu nome científico, que significa "cinco aberturas", mas, embora os apêndices são semelhantes em algumas espécies, apenas uma é uma boca.
Sua afinidade com outros invertebrados é incerta. Eles crescem por muda, o que sugere que eles pertencem à Ecdysozoa. Historicamente, eles foram considerados num filo próprio, mas em 1972, Wingstrand mostrarou semelhanças na estrutura dos espermatozóides entre Pentastomida e Branchiura, um grupo de crustáceos parasitas, e essa relação é apoiada por análises moleculares.
No entanto, fósseis do Alta Cambriano identificados como pentastomídeos (Heymonsicambria, Haffnericambria, Bockelericambria) sugerem que o pentastomids ramificada e bastante precoce pode ser um grupo externo aos outros artrópodes.
Nomes alternativos para Pentastomida inclui Pentastoma (in partium), Linguatulida, e Acanthotheca.

Classificação
Subclasse Pentastomida Diesing, 1836
Ordem Cephalobaenida Heymons, 1935
Família Cephalobaenidae Fain, 1961
Família Reighardiidae Heymons, 1935
Ordem Porocephalida Heymons, 1935
Família Armilliferidae Fain, 1961
Família Diesingidae Fain, 1961
Família Linguatulidae Heymons, 1935
Família Porocephalidae Fain, 1961
Família Sambonidae Fain, 1961
Família Sebekiidae Fain, 1961
Família Subtriquetridae Fain, 1961

Priapulida

Priapulida:

Priapulida (do grego priapos, falo + ida, sufixo plural) é um filo do reino animal que inclui os vermes marinhos que possuem uma probóscide espinhosa. Os primeiros registos deste grupo surgiram no Câmbrico. O seu nome provém do grego Priapus que significa deus fálico, seu nome vernáculo é priápulo, da ordem Priapulida.
Habitam sedimentos lamacentos e arenosos do fundo marinho. Como os nematodas, são os asquelmintos com maior volume de pseudoceloma.
Os priapulidas constituem um dos menores, são vermiformes, não segmentados, de vida livre, com simetria bilateral, porém com uma forte tendência à simetria radial. Possuem probóscide espinhosa, forma cilíndrica, são bentônicos, vágeis, predadores e ocupam desde as regiões entre marés até profundidades de 7.500 metros, estando presentes em todos os mares.
Os aspectos gerais da biologia desses vermes são pouco estudados, não obstante tratar-se de um grupo muito antigo no planeta; os registros paleontológicos dão conta da existência de Priapulida já no Cambriano médio.
O tamanho das espécies varia entre poucos a cerca de 200 milímetros, porém a maioria mede entre 10 e 30 milímetros de comprimento.
Por mais de um século, os Priapula foram considerados como animais típicos de águas frias, até que van der Land (1968) encontrou uma espécie tropical. Esses vermes ocorrem desde os primeiros metros do infralitoral até profundidades de 7.500 metros e ocupam substratos moles, tais como areia, lodo, silte e areia coralígena. Os Priapula têm sido coletados em mares com salinidades variando desde 6% até 65%. Não está esclarecida a importância ecológica dos Priapula, além do fato de servirem como elementos da dieta de peixes demersais. Por outro lado, existe um crescente interesse sobre a biologia desses vermes, tendo em vista, entre outros aspectos, sua grande antigüidade na Terra.

Classificação
Filo Priapulida
Género †Ancalagon
Género †Anningvermis
Género †Corynetis
Género †Ottoia
Classe Priapulimorpha
Ordem Priapulimorphida
Família Priapulidae
Género Acanthopriapulus
Género Priapulopsis
Género Priapulus
Família Tubiluchidae
Género Meiopriapulus
Género Tubiluchus
Classe Halicryptomorpha
Ordem Halicryptomorphida
Família Halicryptidae
Género Halicryptus
Classe Seticoronaria
Ordem Seticoronarida
Família Maccabeidae
Género Maccabeus

Echiura

Echiura:

Os animais da classe Echiura são invertebrados marinhos bentónicos encontrados em todos os oceanos e em todas as profundidades, desde a zona intertidal até às fossas abissais.
São vermes com tamanhos desde alguns milímetros até cerca de 20 cm, com o corpo não segmentado; no entanto, são considerados filogeneticamente próximos dos anelídeos, por partilharem o mesmo tipo de larva "trocófora". A parte anterior do corpo é um probóscide não retrátil, que muitas espécies usam para aspirar partículas de sedimento, donde retiram o alimento. Possuem ganchos na parte posterior do corpo.

Sipuncula

Sipuncula:

Sipuncula (do latim sipunculus, sifão pequeno) é um filo composto por animais com simetria bilateral, não segmentados e habitantes do meio marinho.
Ocorrem em águas pouco profundas, em buracos no substrato ou aproveitando conchas descartadas por outros animais. Vivem na lama ou na areia, em fendas de rochas ou em conchas vazias. Não se encaixam nos moluscos por não possuirem nenhum tipo de olhos e tambêm não se encaixam nos anelídeos por não possuirem segmentação. Têm tipicamente até 10 cm de comprimento.

Classificação
Classe Sipunculidea Rafinesque, 1814
Ordem Sipunculiformes Gibbs e Cutler, 1985
Família Sipunculidae Rafinesque 1814
Ordem Golfingiiformes Cutler e Gibbs, 1985
Família Golfingiidae Stephen e Edmonds, 1972
Famíla Phascolionidae Cutler e Gibbs, 1985
Família Themistidae Cutler e Gibbs, 1985
Classe Phascolosomatidea Cutler e Gibbs, 1985
Ordem Phascolosomatiformes Cutler e Gibbs, 1985
Família Phascolosomatidae Stephen e Edmonds, 1972
Ordem Aspidosiphoniformes Cutler e Gibbs, 1985
Famíla Aspidosiphonidae Baird, 1868